Um corpo vazio em desencanto
Raramente encontra as palavras
Diariamente encontra o desespero
Vácuo em expansão
Até que a massa toda se dissipa no ar
Feridas incuráveis
Cicatrizes
Restos e retalhos
Colados ou enfiados a força
Dentro da moldura do que restou
Apenas um contorno
Um breve esboço se esforça
À tentar sobreviver ao vazio
E ao caos do silêncio
Tamanho silêncio, ensurdecedor
E a retina esbranquiçada
Tinge em translúcido na face
Molhando a feição cansada
Debruçada na janela dos sonhos
Precisa partir em breve
Uma pausa caótica
A rotina em estado de desgraça
Queria trocar as válvulas
Do sussurro matutino
Socorro socorro
Existência devastada
Corpo enfermo resiste
Até quando não importa.
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