terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A espera interminável
Inquietante passagem do silêncio
Busco com os olhos
Algo que não sei
Alguém que não existe
Nada habita em mim
Neste duro momento
Onde o tempo e o espaço
Se dissipam na dor

Esqueço de respirar
Me afogo em mim
Estou desesperada
As luzes doem demais
Os rumores do que eu deveria fazer
As falácias
E a pressão de minha família
Devastada e morna
Sigo apenas automática

A retina cansada
Insônia abalando a sanidade
Nesta hora minha cabeça
Rapidamente se choca contra a parede
A voz perde o som
A vida perde o sentido
Ninguém escuta minha dor
As paredes são brancas demais
Os remédios já não fazem mais efeito
Não consigo superar
Tampouco quero sobreviver

Quando ainda estou aqui
Não me desperdice
Me dê um abraço quente
Pelo amor de deus
Ou de qualquer coisa que você acredite
Me diga que vai ficar tudo bem
E que as lágrimas vão evaporar
Todo esse anseio que me sufoca

Eu não aguento mais
Não aguento mais

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