domingo, 10 de julho de 2016

Será  que é fado, ou é destino?
As pessoas carregam seus corpos ou os corpos que carregam as pessoas?

Será livre escolha ou ilusão de óptica?
A humanidade um vírus mundano ou o mundo um vírus pro ser humano?

O que será?

Essa noite em que
Eu não quis mais nada
Só queria me deitar
E dormir comigo mesma

E quem quiser dormir comigo
Que deite ao meu lado
Não deite comigo
Que durma ao meu lado
Não durma comigo

Esse capricho é só meu
Só eu posso me dar esse luxo
De deitar e dormir comigo mesma

Ao lado
Fica para o próximo

capítulo.

Todos são
Rostos perdidos na multidão
Restos fundidos em solidão.

Rua santo Amaro
esquina, na praça
Pérola Byington

É mal ambientado
Como um ser humano

Torto pela vida

Na esquina onde dizem
Que encontram-se e perdem-se
Pessoas a médio prazo
Confusas, sempre confusas
Arteiros por natureza
Filhos da lua
Filhos da puta

Onde o sol chega pra alguns
E a sombra se põe para todos.

A escola matou a possibilidade poética
A escola matou a criatividade insana

É por isso que fui embora
Porque a pessoa é
Para o que nasce