A vida vendida como um emaranhado de objetivos maleficientes
Felicidade como produto
Nós, como subprodutos
Quão mais tento me libertar das amarras
Mais percebo quantas são
E quais são suas raízes
Esbranquiçadas, doentes
Mofadas sem esperança
É tudo um devaneio
Dissipando-se
A floresta vem e me carrega no colo
Apocalipse mental
Devolvendo minhas origens de
Liberdade indígena
De criação uterina
Da vida par
Meu útero é sangue
E meu sangue é vida
Meio a esses destroços tentaram nos enganar
Nos fazer a odiar quem realmente somos
Somos vida
E o único sangue que eu tenho nojo
Hoje e sempre
É o sangue de suas guerras por felicidade
Gélida e genocida
Que desgosto de parir
O herói ou o mártir
Essa ideia de matar, tem que morrer
Transmutar a algo maior
Não somos apenas matéria
Tampouco material de outrem
Somos vida, somados
Destruímos o indivíduo segregado pelo ego
Somados, somos divindade
Criação.
terça-feira, 15 de maio de 2018
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