Está chegando perto de acontecer
O olfato aguçado
Sensações cítricas nas memórias nasais
Estômago, o cérebro do cérebro
Uma dança ácida borbulha até o teto
Sobe e desce as escadas
Mãos mortas, mandíbula epiléptica
Dentes transantes até rachar
Nuca tensa, corpo estremece
O ar nunca foi tão espesso e pesado
Comprimidos jogados fora
Junto com as chances de ir embora
O passado ronda a casa
Dá pra ouvir de todos os cômodos
Vozes, malditas vozes
Olho fixo no vórtice
Tudo começa a girar
Até que a cabeça se choca contra a parede
A cena se repete três vezes
Volta pro travesseiro
Tudo continua no mesmo lugar
Errado, tonto, hipócrita, travado
Morto por dentro, maquiado por fora
O corpo cansado
A cabeça doentia
Miragem febril
Não dá mais
Não dá mais
Não dá mais
O pesadelo volta todas as noites
Nunca foi embora
Nunca vai acabar
quarta-feira, 9 de maio de 2018
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