sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Um mundo pesado
Impossível dever
Sorriso no olhar das pessoas
Qualquer sinal de satisfação
Estar vivo
Existir no momento
E todas elas são
Rostos perdidos na multidão
Estátuas fundidas em solidão
Contemplando distopia do ser
Que ainda não existe
A memória do futuro
Perdeu de si mesma
Moradia da ilusão
Destroços na imensidão
De um retrato
Que ainda não esboçou a imagem
Nada pode refletir
Infinita ventura de axiomas

Todo mundo quer fugir
Pra se encontrar um dia
E esquece que tudo
Pode morar em si

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