terça-feira, 7 de novembro de 2017

Não tem o que fazer
Pode adiar a preocupação pra depois
Mas amanhã talvez esteja morta
Não diferente de hoje
Que também não levantou da cama
Desespero, choro e suor
Doses diárias respirando fundo
Respirando fundo
No fundo no buraco
Que cavou pra si mesma
Se escondendo de tudo que te apavora
Tudo que te machuca
Agora só você e sua amargura
E seu medo, seu medo incurável
A solidão e a ausência
De todo e qualquer contato
Com algo ou alguém que pareça estar vivo
Que pareça feliz, que pareça com a paz
Talvez você não mereça, talvez você não seja boa o suficiente
Talvez seja melhor você estancar logo essa ferida
E nos deixar em paz
E nos deixar confortáveis
A morte bate todo dia na nossa porta
A gente chora, a gente lamenta
Mas deixa a corda no caminho
Caso você mude de ideia

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