são pedaços de mim
que tomam refúgio, desesperados
à morada da minha decepção
expulsos pelo outono sem fim
a minha palavra perde as asas
dia a mais é dia a menos
e vou morrendo engasgada
sua mão alimenta o laço
e a monstruosa expectativa
de ser seu tudo, preencher o nada
chega a hora da contra partida
sou agonia, ou só falácia?
corro pros seus braços e o meu berço é teu nome.
Nenhum comentário:
Postar um comentário