segunda-feira, 16 de julho de 2012

Poucos amigos, grandes negócios.

Batem-se as portas de madeira, dançam os cupins afoitos e a casa gelada estremece. Batem-se as janelas que soam frio.

Quebram-se os ovos desnudos, que se chocam contra o chão como se não houvesse um amanhã, de encontro à uma falsa esperança que se acha agora nua e crua espatifada, meio a estes pisos envelhecidos e cansados.

As cores... Até mesmo as cores se perderam a esmo junto a este tom de amargura sólida, rocha e basalto. As damas desceram do salto e só nos restou as cinzas, nem mesmo os cinzeiros.

O meu chapéu acumula poeira como um urso de pelúcia da loja de hum e noventa e nove que se esquece solitário em cima do guarda-roupas, assobiando uma triste canção que Belchior me cantara em melhores tempos.

A vida nunca foi tão mágica, e triste portanto.

De tantas vezes que me perdi, concluo que perdida sempre estive, difícil é contar as vezes em que me achei.

Se no final houver alguém aguardando sua chegada, mande-me cartas e conte-me como é não estar sozinho.

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