A valsa já esta tocando e as fotos mais violentas do jornal já puseram-se à dançar.
Os tensores pra articulação de nada mais servem, os cigarros também não, o álcool também não, o choro também não. Eu tentei.
Foi em vão.
Os corvos gostam de me visitar em sonhos, sempre bem vestidos.
Aves de rapina, se admiram no espelho
de olhos famintos e sorriso enrustido.
Eu não entendo a causa
não dancei a valsa
e nem dormi.
Na verdade eu não estive
eu não vi,
não vivi.
Um círculo de fogo se forma brigando com o círculo amoroso naquela casa,
os círculos se foram e agora só resta um cubículo que não para de reclamar.
Os corvos estão de coleira e perderam suas asas,
e as aves de rapina já não querem mais voar.
Eu descobri um novo remédio na minha gaveta,
na rua de baixo, novos sorrisos imundos.
Velhas novidades de um bairro no submundo à nos degradar.
O transporte público transporta a escória da sociedade.
E a desculpa dos mais velhos
para não irem à luta
é dizer que não tem mais idade.
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