Vão-se as estações, e as estrelas, nem sempre estão lá
as vezes o que vemos é só um rastro.
De porta em porta, auto-retrato,
me despedir, despir o partir
abraços de adeus não irão me agradar.
As linhas vazias de meu caderno de anotações desesperadas
combinam com as paredes cansadas deste recinto.
Calças rasgadas na moda,
camisetas com manchas de vinho tinto.
Eu procuro o início das histórias,
mas só estórias têm início.
Eu me deitei em pé,
minhas mãos estão calejadas
dessa vida de marcha ré
não quero saber de mais nada.
Cutuquem as feridas
ferir não é machucar.
Amar dói minha querida,
deixe a ferida sangrar.
Estancar o ardor.
Partiu o calor e o outono pois-se em seu lugar.
Refaça,
seu sumir me desfaz.
Disfarça,
falei coisa demais.
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