domingo, 26 de fevereiro de 2012
Bloco de anotações desesperadas
Numa estrada discuti com um relógio sobre atrasos
à caminho de minha casa, que contaste os dez passos
no metrô um estrangeiro ilegal, que sorria em troca de uns trocados
e o céu azul, que um pedaço eu havia ganhado.
Tamanha saudade que já sentia
das palavras que com os olhos eu lhe dizia
o suor de suas mãos que me afogava
e em seu peito me afagava e você sorria.
O tempo voava e eu mal vi o dia.
Na cidade cinza eu lhe aguardo,
com uma carta rasurada em mãos.
Em meu peito eu lhe guardo,
com a certeza de que não é em vão.
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Era uma vez
ResponderExcluiruma menina das sobrancelhas pintadas
que se sentia sufocada
na cidadezinha aveludada
e foi embora do nada
com a cara borrada
de lágrimas pretas derramadas
com cheiro de palha queimada
das tais mãos suadas
que segurava as suas sem dizer nada...
mas aquilo era tudo
um outro mundo
o seu resumo
num só tom
de uma só cor
Azul.