quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Onde tem tapete, tem poeira.

Vivemos numa máquina de sonhos impossíveis, o filtro de ar quebrou faz uns anos, as engrenagens estão enferrujadas, e os operários, exaustos pela escassez de líquidos. Uma massa de ar quente paira sobre a fina camada de oxigênio, logo acima de uma neblina acinzentada e turva. Há muitos departamentos, alguns dizem que só é permitida a entrada de funcionários, uns são de livre passagem, outros são de oportunidades, outros de regresso, mais a maioria é de ilusão.

Tudo é superficial e tudo é comércio. Inclusive sua boa intenção.

Muitos corpos expostos; humanos, não humanos e desumanos. 
Os desumanos são os chefes do departamento de reclamações, mas eles vieram com um defeito de fabricação, no lugar do coração tem um tijolo, e no lugar dos tímpanos, um broto de feijão.

No início da construção dessa máquina haviam fauna e flora. Mas isso é assunto extinto.

Lá as leis são bem rígidas, quem é correto não pode ter opinião, quem é incorreto não precisa de punição. 

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