Não há nada que possa ferir ou falar mais que um olhar, nem ser mais sincero.
Suas palavras pedem perdão mas o modo em que me olha é de pura frieza, calculista, como se seu discurso estivesse montado, apoiado sobre a mesa.
A tinta da caneta ainda exala perfume sobre a sulfite que usara apenas metade para um breve adeus. Quanto desperdício! De papel, e de brevidade.
Sentada ao seu lado, te observo com cautela, milimétricamente, como de costume, esse é meu dom.
Encosto a mão em seu rosto e me lembra à de um cadáver, não pela roxidão de seus lábios por conta do frio, mas pela ausência de vida que estes tempos têm te causado.
Nos causado!
E questiono seus movimentos, principalmente quando há água em seus olhos e você não me deixa enxugá-las, parece um passarinho faminto mas desconfiado da comida. Talvez seja medo da recaída, que sempre nos encurrala pelos corredores dos metrôs do Centro.
Fadigados de tanto amor e desleixo, das contradições, dos empates. Vem desempatar minha vida com o seu jogo de palavras e me prende no labirinto de seus braços, como fizera à tempo gasto. Volta a fita por favor, tempo gasto não pode ser repintado, nunca terá a mesma cor.
Qual é a cor do
ResponderExcluirAmor
O colorido dos meus
pensamentos,
é como o azul do
firmamento.
Se esta cor tem
sentimento,
sei que foi amor
por um momento.
Una Vontade,
disso estou bem entendido.
Vivo de amor e de bondade,
e eternamente arrependido.
De meu mundo sem maldade,
o seu amor é meu bandido.
No sonho da realidade,
sou teu heroi sobrevivido.
E este sol que teu corpo aquece,
clareia o céu que logo amanhece.
E esta luz que teu corpo esquenta,
é como o seu amor que me acalenta.
mas
Para tingir meu sentimento
desmancharei o firmamento,
E desta vez o meu pincel
será teu pensamento.
essa eu me inspirei quando alguém que amo se questionou "o mundo é azul, mas qual será a cor do amor".
ResponderExcluirmas tb usei bastante no sarau do charles para uma sena de improviso de romeu e julieta...