domingo, 16 de dezembro de 2012

Falácia Crônica

Sorria com os olhos eu dizia, só que agora com ironia. Tô dormindo onde acorda a agonia e ela me espanca rotineira. Travesseiro na cabeça (travessos são só meus pensamentos). Satisfação infeliz, sujeito oculto se suja frustrado por demasiado possuir. E não ter nada tendo tudo. O seu espelho contador de estórias já exausto da imagem que vê me implorou estes dias por enxergar. Tem coisa que a gente abre mão, tem coisa que a gente tenta mudar. Tem ferida aberta que nem o tempo pôde curar. Tem tudo e não tem nada.  ''- Solitário Beira Mar, serás abandonado na estrada!'' De pobre riqueza se amarelam os dentes e sua falácia doentia te impede a beleza. Digno de piedade chora ao perder sua realeza. Afeto afetado por cigarros, café e noites de grito, enquanto de tom baixinho eu repito ''- Zahir de mim! Ou provoco homicídio.''

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