domingo, 15 de janeiro de 2012

Relatos de um sábado matutino

Andei num pedaço de mal caminho só pra ver o vento soprar das árvores as folhas secas que já não as serviam. Pra plano de fundo um céu cinza ao azulado cintilante, e as nuvens... famintas. Um pouco de água caiu nos olhos de quem não vê, um pouco de sangue pulsou no coração de quem não sente. Fora uma manhã, uma tarde vazia, um taque tique, piscar os olhos e a noite caía. Põe um fone de ouvido, pra recusar o ato de engolir as palavras mal balbuciadas dos seres do mesmo recinto.

 De segurança; o sinto.

Não havia sido-o posto e o Steve disse que uma senhora seria autuada. E uma ponte, com mais cheiro de submundo e alguns seres maltrapilhos esquecidos, e um menino bom, que vende água no farol. 

Faça chuva ou faça sol.

E para temperar mais o meu ódio, uma visão de mundo me mostrou o contraste do desprezo alheio, o vício na TV Globo e a ignorância perante ao desconhecido. 

Duas náuseas à ânsia, e eu me imaginei vomitando em sua face. 

Vocês não irão à lugar nenhum!


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